quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Travessia dos Lençóis Maranhenses

Imagine uma área com o mesmo tamanho do município de São Paulo, onde dunas e lagoas se alternam em uma sucessão que parece interminável. Uma overdose de paisagens que convidam à contemplação, mas ao mesmo tempo, a seguir adiante.Tivemos o privilégio de conhecer de perto este paraíso, um capricho da natureza chamado Lençóis Maranhenses.

1º dia (07/09/2011) – Barreirinhas - Atins, de barco 
Um ano depois da trilha Petrópolis-Teresópolis, estávamos na estrada novamente, aproveitando o feriadão. Havíamos chegado em São Luiz no dia anterior e às 06:30 saímos em 3 carros com os casais Eduardo/Larissa (e filhos), Bertoldo/Ana e Múcio/Rosa (e filhos) no rumo da cidade de Barreirinhas. Nesta viagem, o apoio logístico desta turma, em especial do Eduardo e Bertoldo, foi fundamental: todas as reservas para as hospedagens, guias e barco já haviam sido feitas, além de contarmos com carona de ida e volta à São Luiz. Tratamento VIP.

Cais fluvial em Barreirinhas
Após paradas para lanches e almoço e do engarrafamento que pegamos na região do Campo de Perizes (todo mundo queria aproveitar o feriado e ainda mais porque no dia 08/09 é comemorado o Aniversário da cidade de São Luiz), paramos no Povoado de Rosário e nos encontramos com o César “GPS”, que seria nosso guia na travessia. Daí nossos amigos nos deixaram na cidade de Barreirinhas, onde embarcamos em uma pequena lancha no cais fluvial e iniciamos o percurso até o povoado de Atins.

Rio Preguiças
O passeio, por si só, é uma grande atração. O rio Preguiças, que tem 120 km de extensão ao todo, é marcado pela vegetação de mangue, mas de porte alto em ambas as margens. Aparecem também as jussaras (ou açaís), buritis e carnaúbas e tudo com pouca presença humana. Um belo cartão de visitas para nossa aventura.

A todo o momento cruzamos com outras embarcações com turistas que voltavam dos povoados de Atins, Mandacaru e Caburé. No caminho, paramos em uma localidade chamada Vassouras – basicamente um restaurante rústico e um ponto de apoio a pescadores e vimos as primeiras dunas do Parque – nos chamados Pequenos Lençóis.

Vassouras
O local é muito bonito e talvez as redes para descanso dos hóspedes justifiquem o nome do rio. Vontade de ficar ali tomando água de coco e olhando o tempo passar devagar. Nos contentamos em comprar um artesanato local e, lógico, tirar várias fotos, incluindo dos macaquinhos que se aproximam do restaurante e não se incomodam com as pessoas.

O horário não nos permitiu desembarcar no Povoado de Mandacaru, onde a atração é o Farol da década de 1940, com visita permitida e, certamente, uma bela visão da região do alto de seus 35 m. Quem também desejar, pode seguir até a foz do rio, em Caburé, onde há alguns restaurantes.

Pousada Rancho do Buna
Após 1,5 h de percurso, no final da tarde, chegamos ao Canto dos Atins, desembarcamos e seguimos até a Pousada Rancho do Buna. Com decoração rústica, utilizando muitos elementos naturais, a pousada é aconchegante e mantém inúmeros bichos que circulam livremente pela área: patos, gatos, cachorros e até uma pavoa e seu filhote, que resolveram se empoleirar justo ao lado de nosso quarto. Na cama, uma tela mosquiteiro justifica-se – muitas muriçocas (#ficadica: leve repelente). Após o jantar fomos dormir cedo, para iniciar a caminhada de madrugada.

2º dia (08/09/2011) – Caminhada de Atins até Baixa Grande (aprox. 30km)

De madrugada, 2 x 0 pros bichos: começou com 3 cachorros que acuaram um gato ao lado do quarto e fizeram uma algazarra total. Depois, a pavoa deu longos e altos pios. Com o descanso interrompido, nos levantamos às 03:30 e nos reunimos ao guia que já nos esperava e seguimos os três pelas ruas de areia, iniciando a travessia às 04:00. Após 1h45 de caminhada, ao nascer do sol, paramos na Pousada da Luzia para tomar o café da manhã que o guia havia trazido da Pousada do Buna. Uma boa opção pode ser iniciar dali a caminhada. Embora tenha instalações mais simples, poupa este tempo inicial de caminhada e a Pousada da Luzia tem a fama de preparar um camarão excepcional – vai ficar para outra oportunidade.

A escolha do sentido de caminhada (Atins - Santo Amaro) começou a se justificar. O vento forte desta época do ano, ao invés de atrapalhar, nos ajudava a seguir adiante.

Caminhando pelo litoral
Saindo da Pousada da Luzia, seguimos pela orla da praia por mais um bom tempo, até entrar na região das dunas propriamente dita às 10:00. A esta altura, o esforço da caminhada, aliado ao calor que começou a se intensificar, fez o ritmo ficar um pouco mais lento.

No mês de setembro, as lagoas já estão secando – que por um lado, é bom para a caminhada, já que se pode atravessá-las ao invés de contorná-las. Assim, só depois de algum tempo é que encontramos a 1ª. lagoa. Aí, ocorreu um episódio engraçado. Alguns trechos das margens ficam cobertos com areia fina que não sedimenta totalmente, funcionando como um fluido não-newtoniano, parecido com aquela brincadeira da piscina com água e amido, onde as pessoas podem passar rapidamente, mas afundam se ficarem paradas. Dito e feito: Rosana que ia à frente afundou até o joelho, com mochila e tudo e tivemos que resgatá-la.

Outra coisa curiosa eram os “ataques” das gaivotas que davam rasantes e grasnidos irritados, provavelmente porque estávamos invadindo suas áreas de nidificação. Não chegavam a atacar de fato e o guia era o “alvo” principal, talvez por causa de sua calça vermelha. Esse comportamento se repetiu várias vezes ao longo da travessia.

A idéia de sair de madrugada para evitar o calor do sol forte não funcionou completamente e só conseguimos chegar ao ponto de pernoite após 10,5h de caminhada (incluindo aí as pausas para descanso, fotos e mergulho nas lagoas).

Caju doce - exceção nos Lençóis
Aí a fome já estava falando mais alto que o vento forte e o alívio veio na forma de cajus doces. Diferente do Rio Grande do Norte, o Maranhão já está com cajus maduros nesta época. Na região dos Lençóis, infelizmente, não costumam ser aproveitados porque são geralmente amargos e pequenos.

Dormitório no Oásis de Baixa Grande
A primeira hospedagem foi na casa de “D. Dete”, no oásis de Baixa Grande. Além da casinha simples para os moradores as acomodações incluem o dormitório comunitário com redes, um restaurante e um banheiro para os hóspedes. Tudo feito de taipa e telhado de palha, mas bem organizado e limpo. Então, depois de um banho fomos atacar a galinha com feijão branco, arroz e macarrão. Boa surpresa – tinha cerveja gelada também. Mantido o ritual de chegada!

No final da tarde fui fotografar um pôr-do-sol belíssimo, sem nuvens no horizonte. Seria o primeiro de outros que teríamos o prazer de presenciar.

3º dia (09/09/2011) – Caminhada de Baixa Grande até Queimada dos Britos (aprox. 9km)

Como neste dia o percurso seria menor, acordamos às 05:30, tomamos um café com tapioca e ovos fritos e saímos acompanhados de Lia e Ana Flávia, duas caminhantes que seguiam com outro guia.

O trecho nos apresentou uma quantidade de dunas e lagoas muito mais interessantes que aquelas do 1º. dia. Resolvi caminhar ora descalço ora com a sandália papete e ambas as opções foram melhores que a bota, que foi devidamente aposentada no topo da mochila.

Descendo as dunas
A descida dos paredões de areia me lembrou a época quando o Morro do Careca (na praia de Ponta Negra, em Natal-RN) tinha o acesso liberado. A mesma sensação de descer meio que deslizando e relaxando as pernas.

Quatro horas de caminhada, incluindo aí uma boa pausa para um mergulho, chegamos às instalações de D. Joana, no maior dos oásis da região, as Queimadas dos Britos. Conversa vai, conversa vem, uma cerveja antes do almoço (“muito bom prá ficar pensando melhor”) e almoçamos um ótimo robalo, acompanhado de feijão branco. Também provamos da Tiquira, uma bebida artesanal, feita a partir da mandioca, típica de cidades do interior do Maranhão, de forte teor alcoólico e de cor azulada. Resultado da equação: uma siesta nas redes até as 15:00

Saímos para a Casa do Sr. Mansur, pertinho dali. O local da última pernoite também segue o padrão das casas da região. Sem nada o que fazer, ficamos conversando com as pessoas hospitaleiras do local, conhecendo seu modo de vida simples.

No final da tarde, subimos uma duna que encobria a copa de um cajueiro e pudemos curtir uma visão privilegiada das Queimadas dos Britos e mais um pôr-do-sol de cinema.

4º dia (10/09/2011) – Caminhada de Queimada dos Britos até Betânia (aprox. 14km)  

Alvorada nos Lençóis Maranhenses
Saímos às 04:20, após uma xícara de café com bolachas. Madrugada com estrelas para fechar o último dia com chave de ouro. Caminhar nestas horas é muito bom: junta o friozinho da manhã com os primeiros raios do sol e o corpo descansado.

Tartaruga Pininga
O que vimos? dunas & lagoas – o mesmo tema, mas com belezas renovadas a cada subida. Durante este trecho, nosso guia conseguiu apanhar uma tartaruga Pininga, espécie endêmica que migra entre as lagoas. Num gesto de auto-defesa, a tartaruga se encolheu e sua paciência foi maior que a nossa. Deixamos o animal em paz e seguimos adiante.

Logo após a chegada em Betânia
Cobrimos a distância até o povoado de Betânia em 6,5h, onde nossos amigos estavam nos esperando e fizeram a festa com nossa chegada. Mais uma travessia cumprida! Almoçamos em um restaurante com ótima comida caseira e fomos de Jardineira (Toyotas adaptadas para transportar passageiros em bancos na carroceria) até a Cidade de Santo Amaro.

À tarde, um passeio com a jardineira até a Lagoa das Gaivotas – certamente uma das mais belas dos Lençóis e nossa despedida deste paraíso de areias.

Lua Cheia na Lagoa das Gaivotas
"Nesse deserto incomum
 a areia é fina e fria,
 apesar do sol cáustico.
 É viajante e vai longe,
 agarrada no vento incessante.
 É gulosa de mangue.
 Areia, além, areia (...)"
                 Ana Paula Matos

Percepções e dicas 

Logística

Jardineira
- O melhor sentido para a caminhada é começar em Atins e seguir rumo a Betânia ou diretamente para Santo Amaro. Desta forma, se caminha a favor do vento. Além disso, tecnicamente as dunas são do tipo Barcana, ou seja têm a forma de um C ou de lua crescente com as pontas apontando para o lado contrário ao do vento (sotavento). Com isso relevo é mais suave a barlavento e mais íngreme a sotavento: a subida ocorre pelo lado mais suave e a descida pelo lado mais íngreme.
- Reserve um dia inteiro para chegar em Atins. Barreirinhas (o ponto de partida das voadeiras pelo Rio Preguiças) dista 272 km de São Luiz. Daí, ainda há o belo percurso em barca e provavelmente só se chegará em Atins à tarde. 
-  Da mesma forma, se precisar pegar um vôo em São Luiz no mesmo dia de sua partida de Santo Amaro, verifique bem os horários. A “linha” de jardineiras sai de Santo Amaro às 04:00 da manhã e gasta em torno de 2h até a rodovia. Daí você terá que tomar um ônibus até São Luiz. 

Roupas e equipamentos

- Calças e camisas com mangas longas de tecido leve e respirável protegem do vento com areia e do sol 
Bastão com acessório
- Bastões de caminhada com o acessório que também é utilizado na neve são úteis e firmam bem na areia · Protetor solar, protetor solar, protetor solar... 
- É melhor um chapéu com proteção tipo legionário do que um de palha do tipo sombreiro, que causará mais dificuldades com vento forte 
- Proteja seus eletrônicos. A areia será sua companheira permanente. - Óculos de sol com fechamento na lateral para evitar entrada de areia
- Botas só se forem acompanhadas de proteção para evitar entrada de areia. Sandálias tipo papete dão conta do recado
- Todas as casas onde pernoitamos possuem gerador de energia, de forma que é possível recarregar baterias e pilhas
Botas e areia
- O excesso de bagagem pode ser despachado de Barreirinhas para Santo Amaro

Alimentação

- Como em toda caminhada, levamos barras de cereais e carboidratos em gel
- O repositor hidroeletrolítico Suum e o energético Active, ambos efervescentes também ajudaram
- Hidratação, hidratação, hidratação.
- Se contratar um guia autônomo, como nosso caso, prepare seus próprios lanches para as caminhadas desde o início, em Atins ou Barreirinhas.

Contatos:

Guias autônomos 
- César “GPS” – (98) 3369 1066 
- Carlos Queimada - (98) 9149-9771 ou (98) 8734-0615. carlosqueimada@hotmail.com 

Receptivo 
- Antônio Bertoldo – (98) 8113 7151 ou (98) 3246 3336. Com o Bertoldo, você pode contratar os serviços de transporte em Land Rover desde São Luiz, livrando-se de ficar preso a horários dos ônibus e jardineiras.

Pousadas 
- Pousada Rancho do Buna (Canto do Atins) – (98) 3349 5005 e (98) 9616 9646
- Pousada da Luzia (Atins) – (98) 8709 7661 e (98) 9132 3187
- Pousada Cajueiro (Santo Amaro) – (98) 3369 1119 (98) 9123 1507 e (98) 8711 0043

Para saber mais:
http://turomaquia.com/lencois-maranhenses-indice/
Fotos da NatGeo: http://t.co/iOTzerJ
Relatos da Patrícia, no Turomaquia Link

17 comentários:

  1. Interessante ver o relato no sentido contrario ao que eu fiz. No final, a emoção é a mesma. Com a diferença que eu tive tempo de provar o camarão da Luzia ! Bom demais.

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  2. Provar o camarão da Luzia é algo que fica na dívida para voltar à região, mas você tem razão Nívea. As emoções (e não são poucas) não dependem do trajeto. Abraço e obrigado pela visita

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  3. Parabéns Jodrian pelo excelente relato e dicas perfeitas! Terei-o como base para a minha travessia que pretendo fazer em junho/2013.

    Abraços.
    Marcos

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    1. Muito Obrigado, Marcos :)
      Se precisar de mais alguma informação, entre em contato e mantenha os planos para a Travessia. É belíssima.

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  4. Oi Jodrian! Como vai?
    Também fiz essa travessia, em maio de 2011... Foi muito lindo! Valeu pelo relato que me fez relembrar essa viagem maravilhosa! Beijos e abraços da sua companheira de caminhada no Monte Roraima,
    Cintia.

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    1. Olá, Cíntia
      Que bom ver você or aqui ! A travessia é realmente maravilhosa. Lembra-se de uma foto que te mandei de um e-mail seu, que encontrei plastificado na Casa de D. Joana? Muita coincidência, né?
      Que aventuras tens feito por aí?
      Abraços
      Jodrian

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  5. Olá Jodrian,
    Estamos aqui, pesquisando novos destinos e pensando em sair do frio que sempre pegamos em julho para um lugar mais quente e eis que nos deparamos com algo BEM quente.
    Vi que tanto você quanto a Nivea, que fez a travessia do lado contrário, fizeram em quatro dias... estou meio assustada com 30 km e 10,5 h caminhando... será que daria para partir este pedaço, ou fazer a mesma travessia em mais dias?
    Um abraço,
    Marcia

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    1. Oi, Márcia
      A questão da duração da Travessia é limitada/determinada pela quantidade de locais onde se pode pernoitar, que são os oásis com moradores. Assim, quebrar um trecho exigiria acampamento e não sei se isso é possível.

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  6. Simplesmente sensacional! :) Parabéns!

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  7. Excelente post! Já anotei todas as dicas. Abraços e parabéns pelo blog.

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    1. Obrigado, Márcia !
      Se precisar de mais alguma informação, é só dizer
      Abraço

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  8. Suas dicas foram MUITO preciosas para o meu planejamento. Obrigado de verdade por compartilhar tanta informação importante!!!

    Estava procurando um guia que fizesse Atins - Santo Amaro e não o contrário. Ligarei para o GPS o mais rápido possível! Hehe..

    Vocês não foram até Santo Amaro andando né? Betânia fica a que distância de Queimada dos Britos? Esse último percurso me preocupa por estarmos muito desgastados.

    Outra coisa. Quanto custou a lancha de Barreirinhas até Atins?

    Obrigado!!!

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    1. Leo,
      Que bom saber que foram úteis. Isso recompensa todo o trabalho de compilar e publicar as informações !!. Como falei no post, foram 6,5h de caminhada, mas com paradas e ritmo devagar.Calculo uns 12 Km. Se quiser, me passe teu e-mail pelos "contatos" do blog e eu te envio o arquivo em kml, que pode ser visualizado no Google Earth. Nossa caminhada terminou em Betânia e de lá, fomos de carro para Santo Amaro
      Infelizmente, não anotei quanto foi o valor que pagamos pelo percurso no Rio Preguiças.
      Obrigado pelos comentários e volte sempre que precisar
      Grande abraço
      Jodrian

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  9. Impressionantemente esclarecedor esse seu relato, amigo. Parabéns!!!
    Eu estava procurando alguém que fizesse justamente esse caminho (e não Santo Amaro - Atins) por causa dessa questão do vento.

    Se puder me tire duas dúvidas:

    - Vcs não andaram de Queimada dos Britos até Santo Amaro né? Betânia fica a quantos km de Queimada dos Britos?? Esse ultimo percurso me preocupa pq já estaríamos muito desgastados!!

    - Quanto custou a lancha de Barreirinhas até Atins ??

    - Quanto o GPS cobrou por dia?? Ligarei para ele mas é só pra ter uma noção inicial.

    Muito obrigado, camarada!!!

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  10. Oi, Jodrian!
    Reiterando o que o Léo disse (sou a companheira de empreitadas dele... rs): seu relato está excelente! Muito obrigada!
    Seu blog já vai pra nossa lista de "blogs de consulta antes de qualquer viagem". rs

    Uma coisa que ainda estamos na dúvida: levar a bota ou não?
    Em lugares de areia pouco compacta andar de calçado é meio inviável pq fica afundando, né? Mas se a areia já for mais úmida, andar de bota seria bom.
    E então, como é por lá? Pois estava pensando que não ter o peso da bota na mochila seria ótimo. Mas tbm tenho receio de andar só de meias (não temos papete, não usamos muito) e sentir falta das botas.

    Valeu!!

    Letícia

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    Respostas
    1. Muito obrigado, Letícia !!
      Essa é uma dúvida que também tivemos. Testamos quase tudo. Usamos botas (sim, levamos apesar do peso) e entrava muita areia, principalmente quando descíamos as dunas, sem contar que tínhamos que tirar quando precisávamos atravessar as lagoas para recolocar depois. Andamos algum tempo descalço - que é uma delícia, mas fica mais complicado quando o sol esquenta. Andamos de sandália (não gostei).

      Depois que fizemos a travessia, vi que poderia ser legal usar sandálias Five Fingers (veja relato neste link: http://www.aventuramango.com.br/2013/01/testando-as-five-fingers.html ) ou até usar as botas, desde que equipadas com aquelas polainas para neve, o que impediria a entrada de areia.

      Abraço,
      Jodrian

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