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sábado, 8 de dezembro de 2018

Gestão de Riscos em Turismo de Aventura–Palestra e cursos



Farol das Almas
Farol das Almas, em Galinhos
A Gestão de Riscos em Turismo de Aventura une duas vertentes de minha vida: o lado do lazer, com o turismo de aventura e o lado profissional com a atuação em gestão organizacional.

Em março deste ano, tivemos a oportunidade de lançar um livro, pela Editora Manole, consolidando conteúdos relevantes e contribuindo para que esta temática seja cada vez mais discutida e, sobretudo, aplicada nas diversas modalidades de turismo de aventura.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Livro Gestão de Riscos para o Turismo de Aventura


Em 2017 eu concluí um projeto que havia iniciado em 2016: a elaboração de um livro sobre um tema
essencial ao Turismo de Aventura: a Gestão de Riscos. Não foi um projeto simples. O desafio incluiu lidar com áreas bem distintas, como psicologia e meteorologia, e associar exemplos reais das diversas modalidades de aventura aos conceitos e ferramentas apresentados.

Por outro lado, foi extremamente gratificante associar a temática de gestão – que faz parte integral de meu dia-a-dia como consultor de organizações – ao turismo de aventura, que tento praticar sempre que possível.

A premissa básica é que é primordial conhecer com antecedência os perigos e os riscos de cada atividade, a fim de aplicar os controles necessários para evitar acidentes, além de ter uma adequada preparação para situações de emergência.

Com 248 páginas, o livro é totalmente voltado à realidade brasileira mas pode ser aplicado a muitas viagens ao redor do mundo e, apesar de estar voltado ao turismo, também traz valiosas informações para atividades outdoor tais como as atividades de educação ao ar livre, viagens de campo para estudos científicos, safáris fotográficos em áreas remotas, levantamentos geológicos, etc.

A estrutura do livro é a seguinte:

Introdução
Capítulo 1 - A necessidade da Gestão de Riscos
Capítulo 2 - Conceitos iniciais
Capítulo 3 - Avaliação de Riscos
Capítulo 4 - Medidas de controle
Capítulo 5 - Atualização da Avaliação de Riscos
Capítulo 6 - Perigos comuns e suas medidas de controle
Capítulo 7 - Preparação e resposta a emergências
Capítulo 8 - Comunicação Apêndice
A - Árvore de Falhas

Nesta obra, pretendemos contribuir para tornar as aventuras e atividades outdoor mais seguras, afinal, uma aventura segura é uma das melhores coisas para o corpo e para a mente!!
Se você pratica, comercializa ou presta serviços em atividades de turismo de aventura, este livro é para você !

Em Natal, o lançamento ocorrerá no dia 24/03/2018, às 18:00, durante a Feira dos Municípios e Produtos Turísticos do RN, no Centro de Convenções de Natal, localizado à Avenida Sen. Dinarte Mariz, Nº 6664-6704 – Ponta Negra. O acesso é gratuito.

A aquisição também pode ser feita pelo link da Editora Manole

sexta-feira, 18 de março de 2016

Turismo de Aventura: o RN precisa pegar essa trilha


O 7º Fórum de Turismo do Rio Grande do Norte que foi realizado nos dias 17 e 18 de março de 2016
teve como tema central "Promover destinos, desenvolver regiões". Tive o prazer de iniciar o ciclo de palestras abordando o turismo de aventura, uma oportunidade de tratar de um assunto que traz muita satisfação, tanto do ponto de vista pessoal, como turista de aventuras, quanto pelo trabalho de consultoria em gestão, já aplicado várias vezes neste segmento.

Um resumo do que apresentei, seguindo o raciocínio que temos muitas oportunidades que podem ser aproveitadas e gerar desenvolvimento, desde que os envolvidos atuem com profissionalismo, cumprindo requisitos básicos para o turismo de aventura:

quarta-feira, 16 de março de 2016

Entrevista ao Bom Dia RN - Turismo de Aventura


Hoje eu fui entrevistado no Bom Dia RN, da InterTV Cabugi, afiliada da Rede Globo. O tema central foi o turismo de aventura. Confiram no vídeo:



Além de abordar aspectos do turismo de aventura, divulgamos o 7º Fórum de Turismo do Rio Grande do Norte (www.forumdeturismorn.com.br) no qual farei a palestra "Turismo de Aventura: o RN precisa pegar essa trilha", que será realizada amanhã, às 14:30 no Centro de Convenções de Natal.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dicas para caminhadas


Caminhada na Serra do Cipó - MG
Caminhada na Serra do Cipó - MG
No dia 27/08/2015, uma das palestras que ministrei na RuralTur 2015 (a Feira de Turismo Rural organizada e promovida pelo SEBRAE-RN) foi dedicada às caminhadas.

A maior parte do conteúdo foi dedicada às dicas para curtir uma caminhada de forma prazeirosa e com segurança. Afinal, apesar de se tratar de uma das atividades mais simples que podemos fazer no segmento de Turismo de Aventura, uma caminhada requer alguns cuidados para sua realização.

Didaticamente, dividimos o tema em 3 partes: preparação, caminhada e pós-caminhada. Antes de passar às listas de dicas, uma orientação básica: Você é o principal responsável por sua segurança e bem-estar. Mesmo que a atividade conte com guias competentes e outros participantes, cabe a cada um tomar conta de si e aplicar, como apropriado, as dicas a seguir.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Análise de risco para o Turismo de Aventura


Recentemente participei de um ótimo curso, onde o instrutor Ricardo Shamá abordou uma ferramenta jáBorboleta utilizada na área empresarial para análise de riscos: a análise Bow Tie. O nome provém do formato que o desenho assume, semelhante a uma gravata borboleta.

Embora a origem exata desta metodologia não seja totalmente conhecida, esta análise foi aperfeiçoada pelo Grupo Shell, após o desastre com a plataforma de petróleo Piper Alpha, no Mar do Norte, ocorrido em 1988, matando 167 pessoas.

Trata-se de um mapa conceitual, onde são representados os elementos envolvidos na análise de risco de um evento indesejável. De um lado, são tratadas as ameaças e barreiras que poderiam evitar o evento e, de outro, as conseqüências do evento e as medidas que poderiam minimizá-las.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Gestão de Segurança em Turismo de Aventura–NBR ISO 21101



No final de 2014, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) publicou aNorma ISO 21101 norma
"ABNT NBR ISO 21101 - Turismo de Aventura - Sistemas de Gestão da Segurança - Requisitos". Esta norma substitui a NBR 15331:2005 que tratava do mesmo tema.

É uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à norma internacional ISO 21101:2014.

De cara, isso já representa um benefício potencial para as empresas que desejam moldar  e certificar seu sistema de gestão de segurança baseado nos requisitos desta norma: o uso de um referencial internacional, que facilita o reconhecimento por parceiros e clientes de todo o mundo.

A finalidade da NBR ISO 21101 é estabelecer os requisitos mínimos para um sistema de gestão da segurança (SGS) para prestadores de serviços das atividades de turismo de aventura, que são incentivados a "analisar suas atividades de turismo de aventura, entender os requisitos dos participantes, definir os processos que garantam a segurança e manter esses processos sob controle".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

50 Dicas para um verão outdoor



Oficialmente, ontem começou o verão, uma das estações mais50 Dicas para aventuras de verão festejadas.  Coincidindo com o período de final de ano no hemisfério sul e, portanto, com as férias de muita gente é o momento ideal para muitas atividades outdoor.

Entretanto, como sempre defendemos, atividades de aventura devem ser feitas com segurança. Não faz sentido transformar um momento de interação com a natureza em um algo desagradável. É claro que saímos da segurança (?) de nossas casas e assumimos riscos. Mas, são riscos que devem ser controlados para que possamos aproveitar as aventuras da melhor forma.

Pensando nisso, 12 blogs membros da RBO – Rede de Blogs Outdoor, organizaram o e-book: 50 Dicas para suas aventuras de verão.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Use a cabeça e escolha o capacete certo para cada aventura


O traumatismo cranioencefálico representa um dos mais sérios traumas que umCapacete na escalada praticante de atividade de aventura pode sofrer em decorrência de acidentes, com risco de morte ou seqüelas graves.

Levando em conta que o atendimento em áreas remotas é geralmente difícil e lento, a prevenção assume um papel importantíssimo. Realizar as atividades dentro dos padrões recomendados de segurança é a principal postura a ser adotada. Atitudes imprudentes podem custar alto.

Como barreira adicional (e necessária) à prevenção, todo turista de aventuras precisa utilizar a proteção apropriada, o que inclui uma gama de equipamentos, entre os quais o tema deste post: os capacetes.

Entretanto, para permitir uma proteção mais efetiva, os capacetes precisam ser adequados aos impactos específicos que os praticantes estão potencialmente sujeitos em cada modalidade. Assim, embora algumas características sejam comuns (conforto, leveza, etc.), usar um único capacete para todas atividades não é a melhor opção. Entenda melhor:

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Normalização no mergulho com snorkel


Snorkeling
Foto gentilmente cedida por Lucia Malla,
fazendo snorkel na Big Island
A vida marinha sempre atraiu a curiosidade humana e não há meio mais simples que flutuar e tentar enxergar o que acontece lá embaixo. A prática do snorkeling ou flutuação com apoio do tubo respirador (chamado snorkel) não requer esforço físico intenso, dispensa equipamentos sofisticados e pode ser realizada praticamente por todo mundo, sem muitas restrições. Em alguns destinos como Bonito-MS, Maracajaú-RN e Fernando de Noronha, a prática é um dos grandes atrativos, podendo servir de incentivo para modalidades mais avançadas, como o mergulho autônomo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Programa Aventura Legal


Neste mês, o SEBRAE-RN realizou o lançamento do Programa Aventura Legal, destinado a empresas de Turismo de Aventura que atuam no Rio Grande do Norte. Com 110 horas de duração, o Programa é voltado para as empresas do segmento de ecoturismo e turismo de aventura com vistas a capacitar seus empreendedores.

Conteúdo e a programação para a 1a. turma:


domingo, 15 de julho de 2012

Kit de primeiros socorros

Normalmente, os praticante de atividades de Turismo de Aventura assumem riscos maiores do que aqueles que viajam em outras modalidades turísticas. Em razão disso, um dos mandamentos do Turista de Aventura consciente é verificar se a empresa operadora está levando um estojo de primeiros socorros.

Eu prefiro montar e levar meu próprio kit. Pode ser uma carga a mais na mochila, porém me traz mais segurança. Além disso, sabemos que (infelizmente) nem todas as operadoras estão conscientes desta necessidade.

Antes de discutir sobre a composição do kit, um alerta importante: invista em um bom curso de primeiros socorros. De nada adianta ter recursos à disposição, se não souber usá-los. Aliás, em áreas remotas, o improviso é quase sempre uma regra. Em 2010, tive a oportunidade de fazer um curso de socorrista de 240  h e isso me trouxe mais confiança para lidar com situações imprevistas.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Purificação de água


Essencial à vida, a hidratação correta é um dos mandamentos do Turista de Aventuras.

Porém, à exceção de atividades de curta duração (onde podemos carregar um volume adequado) ou em áreas que contem com uma boa infra-estrutura de apoio, quase sempre teremos que contar com os recursos hídricos disponíveis ao longo dos percursos, como rios e lagos.

A disponibilidade de água nos percursos é um verdadeiro presente que permite, por exemplo, reduzir a carga transportada, além de propiciar uma maior interação com a natureza. Por outro, traz um sério risco à saúde, uma vez que muitas doenças são transmitidas através de águas contaminadas, tais como a cólera, amebíase, giardíase, hepatites A e E, diarréia, febre tifóide e paratifóide. Não são raros os relatos de viajantes que tiveram problemas com a ingestão de água contaminada.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A violência e o Turismo de Aventura

O título deste post foi escolhido com a intenção de deixar clara a intenção deste 3o. artigo para a Blogagem Coletiva mensal #TurismoEmDebate. Afinal, preocupações com a segurança são inerentes às atividades do Turismo de Aventura, mas nem sempre a violência é tratada como um risco a ser considerado.

Os turistas de aventura normalmente direcionam sua percepção de risco para questões tais como: falha de equipamento, acidentes de percurso, problemas de saúde, etc. E, provavelmente, a principal razão para isso é que não associamos os ambientes naturais a eventos que costumam ocorrer em áreas urbanas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A normalização no Turismo de Aventura e Esportes de Aventura

Uma vez que um dos temas de nosso blog é a normalização em Turismo de Aventura, resolvi comentar sobre a aplicação das Normas do Turismo de Aventura a atividades esportivas. Creio que é uma discussão pertinente, principalmente porque há implicações importantes, do ponto de vista legal - como é o caso recente da Lei Estadual do Paraná 17.052, sancionada em 23/01/2012, e em vigor desde então (veja artigo no Alta Montanha).

De início, é importante esclarecer o papel da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Este órgão é uma entidade privada, sem fins lucrativos e é o único Foro Nacional de Normalização, sendo também a representante do Brasil perante os organismos internacionais de normalização. A emissão das normas se dá através de um processo de discussão em Comitês Técnicos e Comissões de Estudo Especiais, que inclui consulta pública. No Caso das normas do Turismo de Aventura, o comitê é o CB-54, do qual faz parte a Comissão de Estudo de Turismo de Aventura (CE-54:003.01)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Como classificar os percursos de caminhada - NBR 15505-2

Trecho em declive na Travessia
Petrópolis-Teresópolis
Ao escolher um destino para caminhadas, é usual ter informações que descrevam as características dos percursos em termos de esforço exigido, sem muita precisão. Termos diversos como "Esforço Moderado", "Exigente", "Leve", etc. são utilizados por praticantes e operadoras, mas quando os critérios não são uniformes, qualquer classificação fica prejudicada.

Para evitar isso, a ABNT publicou em fevereiro de 2008, a norma NBR 15505-2 (Turismo com atividades de caminhada. Parte 2: Classificação de percursos). Esta norma se aplica a caminhadas oferecidas como produto turístico (isto é, destinadas a um cliente comum: pessoa adulta, não-esportista e com bagagem leve).

sábado, 17 de dezembro de 2011

A importância dos guias (condutores) no Turismo de Aventura


Lendo o relato do Luiz Jr Fernandes, sobre a subida ao Vulcão Concépcion na Ilha de Ometepe, achei oportuna uma reflexão sobre a importância da contratação de guias experientes.

Quais as vantagens que temos com a contratação de um bom guia?

- Redução nos riscos: por definição, todo Turismo de Aventura envolve algum risco. Contudo, alguns riscos podem e devem ser reduzidos e aí, certamente, a figura do guia ganha importância ao indicar os melhores caminhos (função óbvia!), alertar quanto à questões sobre metereologia, segurança no trajeto, reconhecimento de condições perigosas envolvendo animais, plantas, etc.
- Adequação da logística: variáveis como horário de saída para caminhada em um trecho, local para acampamento, quantidade de água e comida a levar, tipo de roupas e equipamentos e outras podem ser melhor equacionadas com os conhecimentos específicos do guia experiente
- Apoio em situações de dificuldade: Um guia preparado poder ser fundamental na prestação de primeiros socorros, busca de auxílio, negociações com pessoas das comunidades, etc.
- Enriquecimento técnico-cultural: Conversando com os guias, podemos obter dicas e informações que não estão disponíveis em outras fontes. Saber daquela curiosidade ou lenda dos locais visitados, conhecer pessoas e costumes típicos e isso faz uma grande diferença na experiência da viagem.

sábado, 13 de agosto de 2011

Protegendo-se das chuvas nas trilhas

É inevitável: quem pratica atividades outdoor, mais cedo ou mais tarde, vai encarar uma chuva. A combinação de baixa pressão atmosférica, calor e muita umidade favorece a formação de nuvens e precipitações e aí é preciso estar preparado para evitar um transtorno maior durante as trilhas.

Protegendo a mochila

A proteção do conteúdo da mochila contra a água da chuva muitas vezes é mais importante do que evitar se molhar. Afinal, quando a chuva passar você pode se enxugar facilmente, mas será que as roupas, mantimentos, equipamentos eletrônicos terão a mesma sorte se estiverem molhados? Precisamos lançar mão de alguns recursos:

sexta-feira, 8 de julho de 2011

NBR 15331: O que o turista de aventura deveria saber

Um dos princípios que deve nortear todas as relações de consumo é a confiança entre as partes, afinal, ninguém se sente confortável em contratar serviços sem ter um razoável grau de certeza quanto aos resultados esperados.

A contratação de uma operadora de turismo de aventura acrescenta um ingrediente a mais: por definição, o turismo de aventura envolve riscos. Assim, uma questão fundamental deveria fazer parte das preocupações do turista: como a operadora que estou escolhendo controla os riscos das atividades? A resposta a isso pode influenciar decisivamente a confiança nos serviços a serem adquiridos.

sábado, 11 de junho de 2011

Kit perrengue

Segundo o dicionário Houaiss, uma das definições para perrengue é: “Situação complicada, difícil de ser resolvida”. Já aconteceu com você?

Pois é, ninguém está isento de situações difíceis ao praticar atividades de aventura. Acidentes podem ocorrer com pessoas sozinhas ou com grandes grupos e mesmo com pessoas experientes, veja estes exemplos.